Ayra Starr lança "Starrgirl", terceiro álbum que consolida o afrobeats no circuito global
Cantora nigeriana de 22 anos reúne 16 faixas com participações de ZAYN, Wizkid e Rema em disco pela Mavin Records
A cantora nigeriana Ayra Starr lançou "Starrgirl", seu terceiro álbum de estúdio, no dia 14 de agosto pela Mavin Records. O projeto reúne 16 faixas que transitam entre afrobeats, R&B e pop, com participações de ZAYN, Leon Thomas, Wizkid, Rema e outros.
Aos 22 anos, Starr acumula mais de 7 bilhões de streams nas plataformas digitais e duas indicações ao Grammy, números que a colocam entre as artistas mais relevantes da nova geração da música africana. "Starrgirl" chega após "The Year I Turned 21" (2024), álbum que rendeu a ela o reconhecimento como uma das vozes definidoras do afrosoul contemporâneo.
Faixas que cruzam fronteiras
O disco é ancorado pelos singles "Where Do We Go" e "Tornado", lançados nos meses anteriores. A presença de ZAYN (ex-One Direction) e do cantor Wizkid nas colaborações sinaliza o alcance global do projeto, que mistura produção africana com vocais que dialogam com o R&B anglo-saxão e o pop caribenho.
Em entrevista recente, Starr revelou que mudou sua abordagem criativa para este álbum, deixando de lado a pressão de "ser uma artista de álbum" e focando em fazer música com menos cobrança. O resultado, segundo ela, é um disco mais livre e pessoal.
Afrobeats e o público brasileiro
O afrobeats segue ganhando espaço no Brasil, impulsionado por nomes como Burna Boy, Tems e a própria Ayra Starr. Festivais brasileiros têm incluído artistas do gênero com frequência crescente, e o cruzamento com funk, pagode e R&B nacionais aponta para um terreno fértil de influências mútuas. "Starrgirl" é um ponto de entrada acessível para quem quer entender o som que vem movendo pistas de dança de Lagos a São Paulo.