Behemoth lança I, Scvlptor, compilação que reconecta o passado extremo da banda
Álbum pela Nuclear Blast reúne faixas inéditas, regravações e tributos que ligam as raízes black metal ao death moderno do grupo polonês
O Behemoth lançou na última quinta-feira, 4 de setembro, o álbum I, Scvlptor pela Nuclear Blast. Menos de 18 meses após The Shit Ov God (2025), o grupo polonês liderado por Nergal apresenta um trabalho que funciona como ponte entre suas fases: sete faixas de estúdio e uma gravação ao vivo que transitam entre black metal, death metal e experimentação.
A banda descreve o disco como um projeto autônomo, não um complemento do antecessor. Entre as oito faixas, há material completamente novo, regravações de canções dos primeiros anos do grupo e duas homenagens a nomes históricos do metal extremo. Uma das faixas centrais, Begotten, foi composta durante as sessões de The Shit Ov God mas ficou de fora por não se encaixar na narrativa daquele disco.
Revisitar sem repetir
O que diferencia I, Scvlptor de uma simples coletânea de sobras é a forma como Nergal e companhia reprocessaram o material antigo. As regravações trazem a produção atual da banda aplicada a composições escritas quando o Behemoth ainda era um projeto de black metal puro, nos anos 1990. O resultado é uma versão dessas canções que soa contemporânea sem apagar as marcas de origem.
A arte do álbum ficou a cargo de Bartek Rogalewicz, colaborador frequente da banda. As primeiras críticas internacionais têm sido majoritariamente positivas, destacando a coesão de um disco que, no papel, poderia soar fragmentado.
Behemoth no Brasil
O Behemoth tem presença recorrente em festivais brasileiros e mantém uma base de fãs sólida no país. I, Scvlptor chega em um momento em que a banda intensifica a agenda de shows pela América Latina, embora ainda não tenha confirmado datas no Brasil para 2026.