Documentário A Tropa de Goiânia! conta a história do eletrofunk goiano e estreia nos cinemas em 12 de novembro
Filme de João Lucas Ribeiro e Iuri Moreno acompanha o gênero do som automotivo da periferia às plataformas, com MC Jacaré e DJ Wam Baster.
O eletrofunk, gênero que mistura batidas eletrônicas e funk e nasceu da cultura do som automotivo em Goiás, ganhou um documentário. A Tropa de Goiânia!, dirigido por João Lucas Ribeiro e Iuri Moreno, estreia nos cinemas em 12 de novembro. O longa tem 70 minutos, e o trailer oficial já está no YouTube.
O filme acompanha o percurso do gênero dos bailes e encontros da periferia goianiense até a expansão nacional, puxada por DJs, MCs e produtores, e mostra os bastidores de uma cena que passou a ocupar grandes eventos e as plataformas digitais.
"A gente quis contar a história do eletrofunk a partir de quem construiu esse movimento. É uma cultura que nasceu na periferia de Goiânia, cresceu muitas vezes à margem dos grandes meios e hoje alcança milhões de pessoas pelo Brasil", afirma Iuri Moreno. O projeto foi feito com equipe majoritariamente goiana, com recursos da Lei Paulo Gustavo.
Quem aparece no filme
Participam Dan Better, DJ Brenno Paixão, DJ Fabrício Rodrigues, DJ Índia, DJ Jiraya Uai, DJ Junim Dantes, DJ Low, DJ Tubas, DJ Vinícius Cavalcante, Maaju, MC Jacaré, MC Lozin e Wam Baster, além do produtor Nadir Netto e de representantes da Abelvolks, equipe de som automotivo fundada em 1967 que ajudou a popularizar as festas de som em Goiás.
Da quarentena às plataformas
O gênero ganhou impulso durante a pandemia, com marcos como a faixa 22 Eletro Funk Especial de Quarentena, de DJ Wam Baster. Em 2023, a Assembleia Legislativa de Goiás fez sessão solene em homenagem a DJs e produtores da cena. MC Jacaré, um dos nomes de maior projeção, soma 15 milhões de ouvintes mensais no Spotify, segundo a produção, e artistas do gênero já tocaram na Inglaterra, em Portugal e nos Estados Unidos.
"É a nova música de Goiás com potencial para nos representar. É o funk goiano!", diz João Lucas Ribeiro. A produção é da Caolha Filmes, Fósforo Cultural e Matuta Produções.
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