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Enzo Belmonte, último afilhado de Beth Carvalho, lança o álbum ao vivo Obrigado, Madrinha! na sexta (6)

O tributo foi gravado em maio no Teatro Rival, no Rio, com Dayse do Banjo, Serginho Meriti e a Velha Guarda Musical da Mangueira.

por Rapha Montenegro·04 de nov de 2026
Enzo Belmonte, último afilhado de Beth Carvalho, lança o álbum ao vivo Obrigado, Madrinha! na sexta (6)
Divulgação

O cantor e compositor carioca Enzo Belmonte lança na sexta-feira (6) o álbum audiovisual Obrigado, Madrinha! Um tributo a Beth Carvalho. O registro é a gravação ao vivo do show apresentado em 12 de maio, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, com participações de Dayse do Banjo, Lu Carvalho, Serginho Meriti, Velha Guarda Musical da Mangueira e ritmistas da escola mirim Mangueira do Amanhã.

Beth Carvalho (1946-2019) ficou conhecida como a Madrinha do Samba por revelar bambas em início de carreira, como Zeca Pagodinho, lançado por ela em álbum de 1983. Nascido no Morro do Pinto, na Zona Portuária do Rio, e egresso da Mangueira do Amanhã, Enzo se apresenta como o último afilhado artístico da cantora. O jornalista Leonardo Bruno confirma: ao visitá-la no hospital, em 20 de abril de 2019, dez dias antes da morte de Beth, ouviu dela que Enzo era o último nome dessa linhagem.

O repertório

Aos 24 anos e com oito de carreira fonográfica, iniciada com um EP em 2018, Enzo encadeia em dez faixas 16 sambas gravados por Beth e uma homenagem à cantora, Uma Rainha no Céu, composta por André da Mata no dia da morte dela. O lançamento ainda acontece no ano em que Beth faria 80 anos, completados em 5 de maio.

O roteiro passa pelos sucessos, mas também por faixas menos óbvias. Uma delas é O Daqui, o Dali e o de Lá, de Bira da Vila e Serginho Meriti, que Beth gravou no álbum O Canto da Baixada, de 2010, e que ganha agora a participação do próprio Meriti. Outra é Meu Sangue é Brasil, de Almir Guineto e Luverci Ernesto, registrada por Beth em Pagode de Mesa ao Vivo (1999). Da mesma dupla, Enzo canta Tem Nada Não, samba de 1979 com assinatura de Jorge Aragão, e É, Pois É, de 1981.

Os arranjos são de Luizinho Croset, diretor musical do show, que teve direção e roteiro de Enzo Belmonte e Renata Machado.

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