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Funk brasileiro ganha exposição imersiva na WOMEX 2026, na Espanha, com apoio da Embratur

O projeto Baile Funk Invasion, do Favela Sounds, ocupa a feira em Las Palmas de Gran Canaria entre 21 e 24 de outubro.

por Rapha Montenegro·17 de out de 2026
Funk brasileiro ganha exposição imersiva na WOMEX 2026, na Espanha, com apoio da Embratur
Divulgação / Favela Sounds

O funk brasileiro terá espaço próprio na WOMEX (The World Music Expo) 2026, uma das principais feiras do mercado musical global. Entre 21 e 24 de outubro, o projeto Baile Funk Invasion apresenta uma exposição imersiva sobre as origens, as transformações e a expansão internacional do gênero na 32ª edição do evento, realizada este ano em Las Palmas de Gran Canaria, na Espanha.

A iniciativa é do Favela Sounds, festival de cultura periférica de Brasília, e é apresentada pela Embratur. É a primeira vez que a agência de turismo apoia uma ação dedicada ao funk, com o objetivo de atrair visitantes estrangeiros, sobretudo jovens interessados em cultura urbana.

O percurso da exposição

A instalação ocupa 24 m² e fica aberta aos mais de 3.000 profissionais credenciados da feira. O roteiro tem três etapas:

  • o nascimento do funk nos bailes e equipes de som do Rio de Janeiro;
  • a difusão pelas regiões do país como identidade cultural nacional;
  • o alcance global do estilo e um olhar para o futuro do gênero.

Telas, arquivos históricos, depoimentos e vídeos ligam a trajetória do funk às mudanças sociais e tecnológicas do país. Um mapa do Brasil mostra os subgêneros que surgiram em cada região. A direção criativa é de Guilherme Tavares e Amanda Bittar, com visuais do artista plástico Dnego Justino.

Passinho e MPC

Duas experiências interativas completam o espaço. Em "Let's dance passinho", a bailarina Arielle Macedo, coreógrafa de Anitta há mais de uma década, ensina uma coreografia criada para uma faixa inédita do DJ e produtor paulista Rafinha MPC; o visitante é filmado e recebe o vídeo por QR code. Na segunda, desenvolvida pelo próprio Rafinha MPC, o público manipula uma MPC, o sampler da Akai que se tornou ferramenta central dos produtores de funk.

A ação reforça o momento de exportação do gênero, que nos últimos anos chegou a clubes e festivais da Europa e dos Estados Unidos.

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