Interscope chega ao Brasil, contrata BK' e fecha parceria com o selo Supernova, de Nagalli
A gravadora de Eminem, Dr. Dre e Kendrick Lamar começa pelo rap e pelo trap; o primeiro lançamento será um álbum de remixes dos 10 anos de Castelos & Ruínas.
A gravadora americana Interscope, casa de Eminem, Dr. Dre e Kendrick Lamar, anunciou na sexta-feira (6) os dois primeiros acordos no Brasil: a contratação do rapper BK' e um contrato de distribuição exclusiva, com joint venture, com a Supernova Entertainment, selo independente de música urbana. As informações são da Billboard Brasil.
É o primeiro investimento da empresa no país. A Interscope não abre um escritório tradicional, mas aposta em parcerias com artistas e selos que já têm público e identidade. "Queremos construir em torno disso, não por cima disso", disse Jose Cedeño, vice-presidente executivo e gerente-geral da Interscope Capitol Miami.
O que vem de BK'
O primeiro lançamento da parceria será um álbum de remixes pelos dez anos de Castelos & Ruínas, disco de estreia do rapper, com novas produções e colaborações. O aniversário já rendeu um show para 50 mil pessoas em São Paulo e o anúncio do encerramento da turnê no Maracanã. O projeto audiovisual 10 anos de Castelos & Ruínas concorre ao Grammy Latino 2026 em videoclipe versão curta.
"A Interscope foi a casa de alguns dos nomes mais importantes da história do rap. Ter ao nosso lado uma potência com tanta experiência e compreensão da cultura é exatamente o que procurávamos para este próximo capítulo", afirmou BK'.
Supernova e o trap
O acordo com a Supernova cobre todo o catálogo do selo e inclui parceria para contratar novos artistas. Fundada pelo CEO Gustavo Pimentel e pelo produtor Nagalli, a empresa tem no elenco nomes como Veigh, que já fez cinco turnês pela Europa. As duas companhias devem lançar uma mixtape ainda em 2026, depois do álbum Essência de Risco, do produtor e rapper Niink, lançado no início de outubro.
Por que o rap primeiro
Segundo Cedeño, rap e trap foram o ponto de partida natural pela história da Interscope no hip-hop e porque essas cenas no Brasil reúnem artistas, produtores e empreendedores independentes de destaque. O modelo repete o que a gravadora fez nos Estados Unidos com selos como Aftermath, Shady Records, pgLang e Dreamville: preservar a independência criativa dos parceiros e oferecer a estrutura global de distribuição e marketing.
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