Luana Flores estreia com Cria do Sol Quente, disco que funde rabeca e beats eletrônicos
Cantora paraibana lança álbum de nove faixas pela Nikita Music com participação de Cátia de França e estética batizada de Nordeste Futurista
Luana Flores lançou no dia 2 de julho o álbum de estreia Cria do Sol Quente, com nove faixas que misturam rabecas, pífanos e zabumbas com produção eletrônica e sintetizadores. O disco sai pela Nikita Music e traz participação de Cátia de França, referência da música paraibana que empresta voz e presença ao projeto.
Natural da Paraíba, Luana batizou sua sonoridade de Nordeste Futurista, rótulo que dá conta do que acontece nas faixas: forró pé de serra processado por camadas de reverb e delay, melodias de feira livre sobre bases que poderiam tocar numa pista de Berlim. Não é fusion no sentido turístico da palavra. O som carrega peso, suor e poeira de estrada.
Cria do Sol Quente entra numa safra de discos nordestinos que recusam a divisão entre tradição e vanguarda. Artistas como Don L, Liniker e Luedji Luna já abriram esse caminho, mas Luana Flores empurra a conversa para um território mais explícito: a rabeca não é enfeite, é protagonista, disputando espaço com kicks e hi-hats.
A distribuição digital pela Nikita Music garante que o disco chegue às plataformas de streaming sem intermediar demais a relação com o ouvinte. Em tempos de algoritmo, o diferencial de Luana é justamente soar como nada que a playlist automática ofereceria.
O álbum já está disponível em todas as plataformas. Shows de lançamento ainda não foram anunciados para São Paulo, mas o perfil da artista indica datas no Nordeste ao longo de julho.