Luno lança Mantracaru, álbum que junta psicodelia e imaginário nordestino
Segundo álbum solo do músico sergipano, ex-Plástico Lunar, chega às plataformas com oito faixas e cordas da Orquestra Sinfônica de Sergipe.
Luno, nome artístico do músico sergipano Luno Torres, lançou nesta quarta-feira, 30 de setembro, Mantracaru, seu segundo álbum solo. São oito faixas que misturam psicodelia brasileira, rock progressivo, jazz e referências da música nordestina, com arranjos de cordas do maestro James Bertisch. O disco chega cinco anos depois de Homo Pacificus (2021) e já está nas plataformas digitais.
Do mantra ao mandacaru
O título junta duas ideias: o mantra, com repetição e introspecção, e o mandacaru, cacto que virou símbolo de resistência no sertão. A ordem das faixas monta um percurso. Aos Amigos, Um Abraço abre o disco como convite, e a faixa-título fecha em clima de mantra. No caminho aparecem Epopéia de uma Vida Feliz, O Bando do Café da Manhã, Mulher-Onça e A Morte do Coach.
Os dois singles mostraram os extremos do álbum. Colorida Barca, lançada em agosto, é uma valsa psicodélica com pegada de rock rural e ruídos de navegação. Seres de Pano, de setembro, vai para o lado sombrio, crescendo do piano acústico até um riff pesado. "Mantracaru é um disco de contrastes fabulosos", define Luno.
Cordas de Sergipe e músicas antigas
Nas duas faixas, os arranjos de Bertisch foram gravados por músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe, e o próprio maestro tocou tímpano e gongo no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. Parte do repertório esperou anos: Colorida Barca nasceu na juventude do artista, com o amigo de infância Diego Bezerra, e só ganhou forma final durante a produção do disco.
A produção musical é de Luno com Léo Airplane, que também tocou piano, sintetizador e guitarra. Gabriel Perninha, do The Baggios, assume a bateria. As referências passam por A Barca do Sol, O Terço, Os Mutantes, Sá, Rodrix & Guarabyra, Ednardo e Tetê Espíndola.
Quem é Luno
Baixista, violonista, cantor e compositor, Luno vem da Plástico Lunar, banda de rock psicodélico de Aracaju, e toca também n'A Banda dos Corações Partidos e no Madame Javali. Com esses projetos passou por festivais como Abril Pro Rock, Virada Cultural de São Paulo, Psicodália e Bananada. O álbum foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, via Governo de Sergipe e Funcap/SE.
Ainda não há show de lançamento anunciado. Quando a agenda sair, ela entra no FESTAS, onde dá pra salvar o show e ver quem mais vai.
