mgk encerra a Lost Americana Tour com show de duas horas na Audio em São Paulo
Artista fez mais de 30 músicas e transformou a rejeição no Rock in Rio em acolhimento no último show da turnê mundial
Machine Gun Kelly encerrou a Lost Americana Tour no sábado (6) na Audio, zona oeste de São Paulo, com um show de mais de duas horas e 30 músicas que cruzaram todas as fases de sua carreira. A apresentação marcou o último show da turnê internacional que passou por Europa, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte desde novembro de 2025.
Do Rock in Rio à Audio
Na véspera, mgk havia enfrentado uma recepção fria no Rock in Rio, onde parte do público não conhecia seu trabalho. Na Audio, o cenário foi o oposto. A casa recebeu fãs que conheciam não apenas as músicas, mas também as piadas, os códigos e as fases do artista. O próprio mgk reconheceu a diferença durante o show, interagindo diretamente com membros de seu fã-clube no X (antigo Twitter).
O repertório abrangeu desde os primeiros trabalhos de rap, passando pelo período Hotel Diablo, até o pop-punk de Tickets to My Downfall e o material de Lost Americana, seu sétimo álbum de estúdio. Destaques como bloody valentine, forget me too e drunk face receberam coros intensos da plateia.
Um encerramento à altura
O artista leu cartazes, recebeu pelúcias e presentes dos fãs, e convidou dois jovens ao palco para pular com ele durante uma das músicas finais. A interação reforçou o tom intimista que mgk costuma buscar em casas menores, formato que ele já havia sinalizado preferir ao anunciar a transferência do show do Espaço Unimed para a Audio em agosto.
A mudança de local havia reduzido a capacidade em cerca de 60%, mas a troca pareceu beneficiar a experiência. Na Audio, o contato entre palco e plateia é mais direto, e o artista aproveitou essa proximidade para estender o show além do previsto, demonstrando relutância visível em encerrar a turnê.
A Lost Americana Tour consolida a fase atual de mgk, que transita entre gêneros sem se fixar em nenhum. Para São Paulo, o show funcionou como prova de que o artista tem um público fiel no Brasil, mesmo que esse público não estivesse na Cidade do Rock.