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Morre Oswaldinho do Acordeon, sanfoneiro que levou o forró ao jazz e tocou com Luiz Gonzaga, aos 72 anos

Filho de Pedro Sertanejo, o músico gravou com Milton Nascimento, Elba Ramalho e Paul Simon e foi indicado ao Grammy Latino ao lado de Dominguinhos e Sivuca.

por Rapha Montenegro·27 de out de 2026
Morre Oswaldinho do Acordeon, sanfoneiro que levou o forró ao jazz e tocou com Luiz Gonzaga, aos 72 anos
Divulgação

O sanfoneiro e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu no domingo (25), aos 72 anos. A notícia foi confirmada em comunicado nas redes sociais, que o descreve como "reconhecido no Brasil e no exterior por sua virtuosidade" e lembra que ele "marcou a música nordestina ao unir o forró a diferentes gêneros musicais". O comunicado não informou a causa da morte.

Criado entre mestres

Oswaldo de Almeida e Silva nasceu em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e se mudou ainda criança para São Paulo. Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, cresceu numa casa frequentada por Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca. Ganhou a primeira sanfona do pai, participou de um disco dele aos nove anos e lançou o primeiro single aos 12.

O álbum de estreia, "Evolução", saiu em 1972. Vieram depois trabalhos como "Só Quero Um Xodó", "Forró Pop", "Lágrimas de Namorados", "Natureza" e "Forró in Concert", projeto que abriu caminho para festivais internacionais.

Forró, jazz e blues

Oswaldinho ficou conhecido por misturar o forró e outros ritmos nordestinos com jazz, blues e rock. Ao lado de Dominguinhos e Sivuca, lançou "Cada Um Belisca Um Pouco" (2004), indicado ao Grammy Latino em 2005. Acompanhou Gonzagão em apresentações ao vivo, gravou com Milton Nascimento, Elba Ramalho e Ney Matogrosso e fez parcerias com Paul Simon e com o violinista francês Didier Lockwood.

Homenagens

Chico César chamou o músico de "grande mestre e irmão". Zeca Baleiro escreveu: "Mestre maravilhoso, talento puro, obrigado por tanta inspiração". Elba Ramalho afirmou que "sua sanfona continuará tocando dentro de nós". Tato, do Falamansa, e Mestrinho também se despediram. Maza, do Rastapé, lembrou a participação de Oswaldinho em gravações da banda: "Toda vez que eu ouvir 'Colo de Menina', vou ouvir aquela sanfona linda que ele gravou". A Associação dos Forrozeiros da Paraíba também lamentou a morte em nota.

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