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Nina do Porte inaugura nova fase com releitura acústica de Figa de Guiné, clássico de Alcione

Cantora carioca revisita referência de formação em single intimista que antecede possível álbum inédito

por Rapha Montenegro·18 de ago de 2026
Nina do Porte inaugura nova fase com releitura acústica de Figa de Guiné, clássico de Alcione
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A cantora carioca Nina do Porte lançou neste domingo, 17 de agosto, uma releitura acústica de Figa de Guiné, clássico de Alcione. O single inaugura o que a artista chama de Nova Era, uma fase que sinaliza uma transição estilística em relação aos trabalhos anteriores de pop e drill que marcaram sua trajetória recente.

A escolha de Alcione

Figa de Guiné foi gravada originalmente por Alcione, cantora maranhense que figura entre as maiores intérpretes da música brasileira. A canção faz parte das referências de formação de Nina do Porte, que cresceu ouvindo samba e MPB antes de migrar para o universo do pop urbano e do drill.

A versão de Nina foi gravada em ambiente rústico, com arranjo acústico que privilegia a voz e a interpretação. O resultado contrasta com a produção eletrônica e os beats pesados que caracterizaram seus lançamentos anteriores, revelando uma artista disposta a explorar territórios sonoros diferentes.

Nova Era e possível álbum

Nas redes sociais, Nina do Porte tem compartilhado pistas sobre um possível álbum inédito que estaria em preparação. Spoilers visuais e trechos de estúdio sugerem um projeto com identidade estética renovada, embora a artista ainda não tenha confirmado oficialmente a existência do disco.

O próximo compromisso ao vivo de Nina é no dia 5 de setembro, no evento Elemento e Movimento, em Brasília. A apresentação deve funcionar como vitrine para o novo momento artístico e, possivelmente, antecipar faixas do material inédito.

A releitura de Alcione posiciona Nina do Porte em um cruzamento entre o pop contemporâneo e a tradição da música brasileira, dois mundos que raramente se encontram de forma orgânica. Se o álbum confirmar essa direção, a cantora pode se juntar a uma linhagem de artistas que renovam o diálogo entre o rap, o pop e as raízes do samba e da MPB.

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