Orville Peck lança Mule, álbum que narra sua jornada de sobriedade após overdose
O quarto disco do cantor mascarado abre com prólogo cantado por Emmylou Harris, Noah Cyrus e Allison Russell.
Orville Peck lançou Mule, seu quarto álbum de estúdio, em 18 de setembro pela Warner Records. O disco de 13 faixas e 37 minutos é o trabalho mais pessoal do cantor mascarado, narrando o período que começou no verão de 2023, quando ele quase morreu de uma overdose antes de um show.
Mule abre com Prologue (Eulogy of a Man Turned Mule), um prólogo cantado por Emmylou Harris, Noah Cyrus e Allison Russell. As três vozes femininas apresentam o personagem central do disco como quem lê um epitáfio, antes de Peck assumir a narrativa a partir da segunda faixa, Big Ol' House.
A história do disco
O álbum percorre, faixa a faixa, um ano de transformação. Peck fala sobre o fim de um relacionamento de quatro anos, as noites de excessos que se seguiram, os apagões e a decisão de ficar sóbrio. Rehab Blues e The Fall tratam do fundo do poço. Blue Skies e Cowboy Heart marcam a virada para a recuperação. A faixa-título, Mule, encerra o disco como epílogo de quase quatro minutos e meio.
Os dois singles que antecederam o álbum deram pistas sobre o tom do trabalho. Too Little, Too Late saiu em julho e Already Gone em agosto, ambos equilibrando melodias luminosas com letras sombrias.
Vulnerabilidade como marca
Peck construiu a identidade artística em torno da máscara e do mistério. Mule inverte essa lógica: é o disco mais exposto e menos cifrado da carreira, com a máscara servindo de contraste ao conteúdo confessional. A produção aposta em instrumentação brilhante e melodias infecciosas para embalar histórias de dor, num contraste que dá ao álbum sua tensão central.
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