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Orville Peck lança Mule, álbum que narra sua jornada de sobriedade após overdose

O quarto disco do cantor mascarado abre com prólogo cantado por Emmylou Harris, Noah Cyrus e Allison Russell.

por Rapha Montenegro·20 de set de 2026
Orville Peck lança Mule, álbum que narra sua jornada de sobriedade após overdose
Divulgacao

Orville Peck lançou Mule, seu quarto álbum de estúdio, em 18 de setembro pela Warner Records. O disco de 13 faixas e 37 minutos é o trabalho mais pessoal do cantor mascarado, narrando o período que começou no verão de 2023, quando ele quase morreu de uma overdose antes de um show.

Mule abre com Prologue (Eulogy of a Man Turned Mule), um prólogo cantado por Emmylou Harris, Noah Cyrus e Allison Russell. As três vozes femininas apresentam o personagem central do disco como quem lê um epitáfio, antes de Peck assumir a narrativa a partir da segunda faixa, Big Ol' House.

A história do disco

O álbum percorre, faixa a faixa, um ano de transformação. Peck fala sobre o fim de um relacionamento de quatro anos, as noites de excessos que se seguiram, os apagões e a decisão de ficar sóbrio. Rehab Blues e The Fall tratam do fundo do poço. Blue Skies e Cowboy Heart marcam a virada para a recuperação. A faixa-título, Mule, encerra o disco como epílogo de quase quatro minutos e meio.

Os dois singles que antecederam o álbum deram pistas sobre o tom do trabalho. Too Little, Too Late saiu em julho e Already Gone em agosto, ambos equilibrando melodias luminosas com letras sombrias.

Vulnerabilidade como marca

Peck construiu a identidade artística em torno da máscara e do mistério. Mule inverte essa lógica: é o disco mais exposto e menos cifrado da carreira, com a máscara servindo de contraste ao conteúdo confessional. A produção aposta em instrumentação brilhante e melodias infecciosas para embalar histórias de dor, num contraste que dá ao álbum sua tensão central.

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