Samuca e a Selva lança Pra Gente Se Acabar e discute possível fim do coletivo após 11 anos
O quinto álbum de estúdio traz 13 faixas com participações de Carlos Dafé, Silvia Machete e Abacaxepa.
O coletivo carioca Samuca e a Selva lançou na última terça-feira (23/09) o álbum Pra Gente Se Acabar, seu quinto disco de estúdio. Com 13 faixas, o projeto carrega participações de Carlos Dafé, Silvia Machete e Abacaxepa, além de uma faixa-bônus chamada Bença, com Dona Deborah, avó de Samuca, de 93 anos.
O título joga com uma ambiguidade típica do português brasileiro: "pra gente se acabar" tanto é o chamado para a festa total quanto uma menção à despedida. E é exatamente nesse território que o disco opera.
Fim possível
Após mais de 11 anos na estrada, o grupo discute abertamente a possibilidade de encerrar suas atividades coletivas. Manter dez músicos em turnê se tornou quase inviável financeiramente, segundo a banda. O fim ainda não está oficialmente decretado, mas encerrar o coletivo está na mesa.
Essa transparência dá ao disco um peso emocional diferente. As faixas exploram a possibilidade do fim do grupo e do mundo em tempos que beiram a distopia, sem melodrama. A produção mantém a assinatura do grupo: arranjos densos, influências que vão do samba ao rock, letras que misturam humor e melancolia.
Participantes
Carlos Dafé, referência do soul e do funk brasileiro desde os anos 1970, empresta sua voz a uma das faixas centrais. Silvia Machete, artista multimídia que transita entre música, teatro e cinema, também contribui. A presença de Abacaxepa adiciona uma camada de música periferica contemporânea ao projeto.
O álbum está disponível em todas as plataformas de streaming. Se for de fato o último, Pra Gente Se Acabar é uma despedida à altura de quem nunca se encaixou em rótulo nenhum.