STAYs tomam o Rock in Rio e fazem da plateia o grande show da noite
Fãs enfrentaram frio e chuva, lotaram a Cidade do Rock e transformaram a estreia do K-pop em headliner também fora do palco.
O Stray Kids fechou a sexta-feira (11) no Rock in Rio, mas quem roubou a cena desde antes de os portões abrirem foram os STAYs, como são conhecidos os fãs do grupo. Mais de 200 pessoas já esperavam na Cidade do Rock antes das 6h, enfrentando frio e chuva para viver a primeira noite de K-pop da história do festival.
O g1 acompanhou a fila na manhã de sexta e, depois do show, resumiu a noite de um jeito difícil de contestar: no palco havia oito integrantes, mas o maior espetáculo estava na plateia. Camisetas temáticas, photocards, dancinhas, gritos e uma coleção de lightsticks deram outra textura ao público do Palco Mundo, que recebeu o grupo como se aquele encontro estivesse marcado há muito tempo.
Um show desenhado para essa plateia
A organização fez concessões para a linguagem do grupo. Os bastões de luz, acessórios essenciais nos shows de K-pop, foram liberados pela primeira vez no Rock in Rio. Uma passarela ampliada aproximou os integrantes do público, e os discursos em coreano e inglês tiveram tradução simultânea para o português. Do alto da estrutura, eles disseram que não conseguiam enxergar o fim da multidão.
O repertório também ajudou a explicar por que o grupo ocupa esse lugar. O Stray Kids combinou eletrônica pesada, rap, R&B e uma banda com baixo, guitarra, bateria e teclado. “Walkin On Water” encostou no new metal; “LALALALA” trouxe uma energia próxima do pop punk; e “Chk Chk Boom” ganhou a promessa de uma passagem pelo samba, ainda discreta na percussão, segundo a crítica do g1.
O marco fica maior que a estreia
O show confirmou na prática o marco anunciado antes do festival: o Stray Kids foi o primeiro nome de K-pop a fechar o Palco Mundo em 41 anos de Rock in Rio. A noite também teve NEXZ e Hwasa no palco principal, enquanto Alok apresentou uma faixa inédita com o TWICE e Jamiroquai colocou pais e filhos para dançar no Sunset, conforme o balanço do g1.
A sexta mostrou que, para esse público, o festival não começa quando a primeira banda toca. Começa na fila, no acessório, na coreografia ensaiada e na sensação de estar dividindo um momento que só existe porque todo mundo chegou junto. No FESTAS, salve o Rock in Rio e acompanhe os próximos dias da programação.
Fontes: g1, crítica do show; g1, filas e público; Latin Times; Rock in Rio.