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Streaming cresce 47% e impulsiona recorde de R$ 2,1 bilhões em direitos autorais no Brasil

ECAD distribuiu R$ 1,7 bilhão a 345 mil artistas em 2025, com shows e Carnaval também em alta

por Redação Festas · 11 de ago de 2026
Streaming cresce 47% e impulsiona recorde de R$ 2,1 bilhões em direitos autorais no Brasil
Divulgação

A arrecadação de direitos autorais no Brasil atingiu R$ 2,105 bilhões em 2025, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior e o maior valor já registrado no país. Os dados foram divulgados pelo ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que distribuiu R$ 1,7 bilhão a cerca de 345 mil artistas e compositores brasileiros e estrangeiros.

O principal motor do crescimento foi o streaming. O segmento digital respondeu por 33,6% da arrecadação total e registrou alta de 47,2% em relação a 2024, consolidando-se como a maior fonte de receita do sistema. Em números absolutos, foram identificadas 5,8 trilhões de execuções musicais nas plataformas digitais e cerca de 50 bilhões de exibições de conteúdos audiovisuais.

Outros segmentos em alta

O setor de shows e eventos também apresentou avanço relevante, com alta de 13,2% na arrecadação. Dentro desse universo, os destaques foram os shows ao vivo (crescimento de 15,81%), a música ao vivo em geral (20,99%) e as festas juninas, que registraram salto de 40,56%. O Carnaval contribuiu com aumento de 34,83% na distribuição de direitos.

Na outra ponta, o streaming de vídeo respondeu por 13,43% dos direitos distribuídos, com crescimento de 15,97%. O streaming de áudio ficou em 10,11%, com alta de 6,99%.

O que os números significam

A marca de R$ 2 bilhões coloca o Brasil em posição de destaque no mercado global de direitos autorais. Segundo dados da IFPI, o país já ocupa a 8ª posição entre os maiores mercados fonográficos do mundo.

Além da arrecadação recorde, a UBC (União Brasileira de Compositores) ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em distribuição a seus associados, um crescimento de 8% sobre 2024. A entidade registrou 3,054 milhões de obras e 1,684 milhão de fonogramas cadastrados, com altas de 10% e 23%, respectivamente.

O sistema também destinou R$ 128,9 milhões em direitos retidos que foram identificados e redirecionados aos titulares corretos, reduzindo o volume de recursos sem destinação.

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