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Trinta anos sem Renato Russo: tributos, livros e a memória viva da Legião Urbana

Efeméride de 11 de outubro mobiliza shows, publicações e ações que mantêm o legado do líder da Legião Urbana em circulação.

por Rapha Montenegro·12 de out de 2026
Trinta anos sem Renato Russo: tributos, livros e a memória viva da Legião Urbana
Divulgação

Em 11 de outubro de 1996, Renato Russo morria aos 36 anos, em decorrência de complicações da AIDS. Três décadas depois, o líder da Legião Urbana segue como uma das figuras mais influentes do rock brasileiro, com um legado que ultrapassa a música e alcança literatura, teatro e identidade cultural.

Shows e tributos em 2026

A Urbana Legion, banda tributo que gravou a inédita Apóstolo São João com autorização da família de Renato, apresentou o show 30 Anos | Para Sempre Renato Russo na Audio, em São Paulo, no dia 4 de setembro. A formação conta com Egypcio nos vocais, Helena Papini no baixo, PG na bateria e Léo Rota na guitarra.

No Blue Note São Paulo, na Avenida Paulista, Tren e Thiago Mendonça realizaram o Tributo Legião Urbana em 9 de outubro, dois dias antes da data exata do aniversário de morte. Já o musical Será, monólogo musicado de Beto Marden, ocupou a Arena B3 em abril com ingressos entre R$ 5 e R$ 10.

Publicações e registros

Pelo menos três livros marcam a efeméride. Renato, O Russo, de Julliany Mucury (Garota FM Books, R$ 89), investiga se Renato pode ser considerado poeta, resultado de dez anos de pesquisa. Só Por Hoje e Para Sempre (Companhia das Letras, R$ 67,90) reúne o diário que o músico escreveu após 29 dias internado em uma clínica de reabilitação em 1993, texto que inspirou a faixa Vinte e Nove. A biografia Renato Russo: O Trovador Solitário, de Arthur Dapieve, ganhou décima edição atualizada.

Números que não envelhecem

Dados do Ecad mostram que Tempo Perdido é a canção mais tocada de Renato nos últimos cinco anos, seguida de Será e Pais e Filhos. Tempo Perdido também lidera em regravações, com 91 versões registradas. Os Correios homenagearam o artista com um selo que reproduz a foto clássica de Ricardo Junqueira, feita durante show em Brasília em 1986, a mesma sessão que originou a capa do álbum Que País É Este (1987).

Trinta anos depois, o repertório da Legião Urbana continua sendo redescoberto por novas gerações, prova de que a obra resiste ao tempo que Renato tanto cantou.

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