Documentário Avicii: Meu Nome é Tim revisita a trajetória do DJ que mudou a música eletrônica
Filme acompanha Tim Bergling do quarto de produção em Estocolmo ao topo dos festivais mundiais e expõe o custo emocional da fama
O documentário Avicii: Meu Nome é Tim entrou em destaque na programação Billboard Em Cena em 16 de agosto, trazendo de volta a história de Tim Bergling, o produtor sueco que redefiniu os limites da música eletrônica no início dos anos 2010. O filme percorre a transformação de um adolescente que produzia faixas no quarto em Estocolmo até se tornar um dos DJs mais requisitados do planeta.
De Levels ao topo do mundo
A produção reconstroi a cronologia que levou Bergling a estourar com Levels em 2011, faixa que inaugurou a era do EDM nas paradas pop. Em sequência vieram Wake Me Up, parceria com Aloe Blacc que alcançou o topo em dezenas de países, e The Nights, que se tornou um hino de festivais ao redor do mundo.
O documentário mostra como Avicii furou a bolha da música eletrônica ao incorporar elementos de country, folk e pop em suas produções, antecipando tendências que outros produtores só adotariam anos depois. Colaborações com artistas de fora do circuito eletrônico, como Chris Martin do Coldplay e Wyclef Jean, ilustram essa abertura.
O custo da agenda
O filme não evita os momentos difíceis. A agenda de shows de Avicii chegou a ultrapassar 300 apresentações por ano, ritmo que comprometeu sua saúde física e mental. O documentário inclui depoimentos que detalham a pressão da indústria e as dificuldades de desacelerar quando contratos e expectativas empurram na direção oposta.
Tim Bergling faleceu em 20 de abril de 2018, aos 28 anos. Desde então, a Tim Bergling Foundation trabalha para promover conscientização sobre saúde mental, causa que o documentário reforça ao humanizar a figura por trás do nome artístico.
A exibição no Billboard Em Cena recoloca o legado de Avicii em discussão, lembrando que a música eletrônica deve parte de sua inserção no mainstream ao trabalho de um único produtor que insistiu em misturar gêneros quando poucos acreditavam na fórmula.
